quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Contos de Denise


Deixa eu apresentar pra vocês uma amiga que sempre me presenteia com um e-mail semanal contendo um relato ou uma reflexão sobre sua vida, e muitos deles me fazem rir ou chorar, e decidi dividir com vocês esses momentos meus... dela, no caso.


O de hoje é  Cadê Minha Metropolitan?


Amores, boa tarde.
Poderia  ser cômico, mas meu relato tem feições de tragédia.

Sexta-feira, dia de Oxalá, Senhor do branco e da calmaria... 

Por volta das 7:30 da manhã de hoje começou a cair um "toró daqueles". Choveu na madrugada, mas nada fora do comum. Pensei: "Sexta! Nada será capaz de estragar a emoção do dia de hoje." Mas ao descer do bloco A da avenida bla bla bla Whiskas Sachê¹, cheguei a conclusão de que chegar ao trabalho seria algo bem complicado. Chuva pesada com ventos fortes. Ao abrir o portão o primeiro obstáculo: água em abundância e trânsito frenético. Tudo bem até então. Peguei a esquerda na intenção de fugir do alvoroço da Lauro Maia. Depois de quase ser lançada na calçada por uma moto "desesperada", desci a Guilherme Moreira. Alí começou meu tormento: o vento jogava a água da chuva nas minhas contas e em poucos segundos me vi ensopada; ao mesmo tentava equilibrar o guarda-chuva e visualizar a avenida Aguanambi.

Depois de alguns minutos consegui chegar na avenida. Diante dos meus olhos uma cena de tirar o fôlego: o canal estava transbordando, meu povo!!! Pior, eu teria que dar um jeito de atravessar para chegar ao trabalho até porque eu já tinha perdido o horário. Deus do céu, Pai Oxalá, como??? Pense na correnteza, na força da "criatura"! Parei e analisei a situação da seguinte forma: tenho que desviar dos carros, preciso esquecer que o que se configura diante de mim é esgoto, atenção ao chegar ao canal, porque a correnteza pode me levar e as laterais do mesmo não oferecem segurança alguma, e não esquecer dos bueiros.

Na primeira oportunidade, me mandei. Tomei logo de cara outro banho de um imbecil que passou de carro. Cheguei ao canal. Confesso que até agora estou chocada. Só de lembrar me tremo toda. Pra frente... Precisava sair dali o quanto antes. Fui pela lateral, desviando dos bueiros e procurando uma oportunidade para chegar ao outro lado.  Levei uma rasteira de um toco de madeira que quase me botou no chão. Depois minha Metropolitan² saiu do pé e tive que sair correndo para salvá-la. Ufa!!! Consegui e por pouco não caio no canal. Na tentativa de manter o equilíbrio ao atravessar, o cabresto (é o novo!) do outro pé da Metropolitan saiu da base... Bom, por Deus apareceu uma topic 59. O motorista, muito gentil, com pena mim, acho, me vendo naquela situação lastimável me recebeu com um sorriso sincero e acolhedor. 

Cheguei ao trabalho já bem atrasada, toda molhada, mas confesso que feliz. Naquele momento me senti segura, e agradeci a Deus por não ter sido pior.

O que pensar dessa experiência? 

A que ponto iremos chegar diante de nossa incapacidade de dominar a força da natureza? Como conciliar desenvolvimento urbano e crescimento populacional com todas as implicações que essa relação gera na produção de lixo, inchaço populacional, manutenção de infraestrutura...

Também é possível pensar nos momentos nos quais a nossa vida é tal qual um dia de chuva e você precisa enfrentar o canal, a correnteza, o toco de madeira, o vento...

Abraços!!
Que o  Pai Oxalufã nos guarde.




Nesse confesso que dei mil risadas, e morri de pena, porque todos nós já passamos por isso um dia na vida. Como nos dias de estudante quando chovia penkas e a gente chegava atrasado no colégio depois de atravessar rios de chuva (tirando as gatas que nasceram ricas e sempre chegaram no colégio de carro, lancha ou helicóptero, ou simplesmente não ia á aula pra não desmanchar a escova da semana).

Mas fica a reflexão que nossa vida é como um dia de chuva, o que vale refletir é que depois de uma tempestade vem o arco-íris. Que gay!!! *-*

Isso me lembrou essa música...





___________

¹Bem doida que vou divulgar o endereço.
²Sandálias personalizadas criadas pelo ilustríssimo Guilherme Flores.



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