terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Gays e Tudo o mais...



Ultimamente tem se falado muito em homossexualidade e todos os seus direitos e igualdade, campanhas e movimentos LGBT e esquecemos que essa história é mais velha que os romanos.

Podíamos pensar que esses direitos não são deles, os gays, mas são nossos, o ser humano. Demorou-se décadas para que os negros conquistassem respeito e reconhecimento. Os judeus passaram por tempos difíceis até muitos perceberem que são um povo extremamente rico. Então me pergunto quanto tempo vamos levar para simplesmente poder-se andar de mãos dadas sem os próprios gays olharem espantados e dizerem “Olha a rasgação!”. Rasgação de afeto? Rasgação de carinho? Companheirismo e cumplicidade? Sim, rasgação de sentimento. Sentimento que muitos têm medo de demonstrar porque outros têm mais medo ainda de sujar a imagem da família e até mesmo enfrentar de cara limpa essa discriminação.

Família composta por pais gays, que decidiram ter filhos e criá-los em um novo conceito de respeito e igualdade além dos velhos princípios de caráter. Sim, não é só porque se escolhe amar uma pessoa do mesmo sexo que a reprodução ficou fora de questão, um argumento muito usado pela igreja e famílias conservadoras, que pra mim esses ficaram extremamente ultrapassados em suas ideias (Se bem que nos tempos de hoje, um controle de natalidade cairia bem nessa era de superpopulação). Mas consta que uma criança criada num meio onde a homossexualidade é natural, tem-se mais carinho e respeito dentro de sua criação e caráter, e que isso seja levado adiante.

Parece que quanto mais se fala em igualdade e respeito, mais violência acontece. Mais agressões e gente ‘conservadora’ revoltada querendo enfrentar e eliminar de vez essa forma diferente aos olhos de viver. Não é uma escolha, nem uma opção, é uma característica. “Tenho olhos verdes, cabelos escuros, 1 metro e 75 e sou gay”. Simples assim, nasce com você e ao decorrer da vida isso se manifesta de várias formas diferentes de acordo com a criação. E por mais que se lute contra isso, uma hora se torna maior que você mesmo, e a vontade de ser feliz e poder beijar alguém com tanto desejo e carinho for possível é maior que tudo! E você simplesmente decide aceitar. Quando você se aceita, é apenas o primeiro passo e o mais importante para enfrentar qualquer obstáculo.


Por isso, quando você ver alguém de mãos dadas em demonstração de carinho, reconheça nesse ato a coragem e admire. E lembre-se, violência só gera violência e isso é uma grande bola de neve. Mas defenda-se, com as armas que você possuir, e a maior delas é o amor. Na falta dele, olhe para si mesmo e sinta orgulho de ser ÚNICO. E se duvidar, ESPECIAL.

E se está difícil em casa, dê tempo ao tempo. Os pais, mais cedo ou mais tarde, lembrarão quem são seus filhos e os laços falarão mais alto que qualquer preconceito, por que tudo é a falta de informação. Então tenha paciência. Agarre-se nele, o maior de todos os poderes e a maior de todas as forças, DEUS, porque se ele ei de ser tão perfeito, te fez na mesma perfeição.










E como disse Arnaldo Jabor:










Pense nisso.





4 comentários:

- T. Victor disse...

Lindo texto. Limpo, aberto, corajoso e, acima de tudo, sincero. Parabéns, amigo, continue escrevendo - lerei sempre ;)

jorge disse...

Cada pessoa pode transformar o mundo de uma maneira diferente. mas poucos tomam essa atitude. Continue com esse blog amigo, uma palavra pode salvar mais de uma vida.

meusincero (Felipe) disse...

Poxa, incrivel teu post. Isso é verdade, o que o mundo mais precisa é de amor e respeito. Se cada um fizesse a sua parte, o mundo seria um lugar bem melhor de se viver. Parabéns pelo blog!

Anônimo disse...

Interessante que mesmo que esse seu texto já tenha 5 anos, não se mudou muita coisa de lá pra cá. Claro que, finalmente, a mídia tem abordado a homossexualidade de forma mais natural. Personagens gays só passaram a ter uma “cota fixa” mesmo a partir de América com o personagem Júnior, do Bruno Gagliasso, porque antes era esporádico e muito restrito ao estereótipo maquiador/cabeleleiro e abordado de forma muito marginal. Não faz nem dois anos que ocorreu o primeiro beijo gay em uma novela da Globo e, mesmo tendo sido um beijo rápido, causou rebuliço. Assim como causou rebuliço o beijo lésbico em Babilônia e a propaganda do Boticário que aborda a homossexualidade de forma bonita e muito sutil. Isso tudo gerou toda uma reação da bancada evangélica e principalmente nas redes sociais onde os preconceitos veem à tona mais fácil e intensamente.

Como você bem destacou, quando mais gays se assumem como são, mais aumentam as demonstrações de preconceito e ódio numa forma de reação. Quando a Corte de Justiça Americana legalizou o casamento gay em todo o país e o FB criou o filtro comemorativo do arco-íris para as fotos de perfil, foi lindo ver que não eram somente os gays, assumidos e os no armário, mas também heterossexuais mudando suas fotos em apoio.

Então em tempos assim, quem é homossexual e se sente sufocado se escondendo deveria se aceitar como é. Claro que não é fácil, todos sabemos. Tem muita família que não aceita e como você escreveu, é preciso ter paciência com pais que não conseguem compreender que a homossexualidade não é uma questão de escolha. Demonstrar afeto também entra aí para aqueles que já são assumidos para familiares e amigos. Não acho rasgação, como você escreveu, no entanto, acho que é necessário prudência, pois sabemos que a violência está por aí e não acho prudente demonstrar afeto em locais perigosos e pouco movimentados, por exemplo. Também há muita homofobia entre os próprios gays, mesmo entre os assumidos, que vemos na discriminação do afeminado e do passivo e no papel do gay heteronormativo que é gay, mas “age como homem”, que nada mais é do que a reprodução do machismo dentro do mundo gay.

Existe homofobia sim. Já fui chamado de viado ao voltar da balada por pessoas dentro de carros quando estava indo ou voltando da balada com meu ex, mesmo que nem estivéssemos de mãos dadas ou demonstrando qualquer tipo de afeto em público. Existe não só a violência verbal como a física, como bem sabemos, nas quais as travestis estão mais vulneráveis a abusos, agressões e assassinatos. Porém, com um pouco de jogo de cintura, acho que dá pra reverter o jogo, dá pra conquistar pelo menos o respeito de quem é apenas ignorante e não necessariamente homofóbico. É necessário paciência e empatia para explicar o que é e no que gays diferem de heteros (quase nada, apenas amam uma pessoa do mesmo sexo). Acho isso mais importante e eficaz do que esperar que movimentos pró-LGBTs conquistem direitos ou rotulem de homofóbico o indivíduo que fala “opção sexual” por simples ignorância.

O mundo precisa de mais amor e menos ódio, diante das diferenças, sejam elas de gênero, raça, orientação sexual, religião, região, social, etc...

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